Vereador Flavinho do Açougue cobra explicações sobre caso da menina que veio a óbito depois de ser picada por escorpião

Parlamentar ressaltou que Câmara precisa saber o que realmente aconteceu

06/11/2018

Durante a 37ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada no último dia 29, o vereador Flávio Luis Ambrozim “Flavinho do Açougue” (MDB) falou sobre o caso da menina que morreu após ser picada por escorpião e relatou que inúmeros requerimentos já foram aprovados pela Câmara a respeito da situação de proliferação de animais peçonhentos na cidade.

“Vi tanto o pronunciamento do Prefeito, quanto da Secretária de Saúde e não concordo. No caso do Prefeito, ele disse que a população não tem contribuído e que fica difícil a prefeitura fazer a sua parte sem esse apoio. Se há pessoas que não respeitam a Lei e jogam entulhos, realmente precisam ser penalizadas, mas foi colocado que é a população no geral e isso não é verdade. A Prefeitura tem todos os instrumentos para tomar providências, podem notificar os proprietários de terrenos, podem multar, podem limpar e mandar a cobrança, só que o Poder Executivo tem que dar o exemplo em suas áreas e não é o que estamos vendo na cidade. Aliás, desde o ano passado, a Prefeitura já gastou mais de R$ 5 milhões com a empresa contratada para limpar os terrenos e áreas verdes”.

Sobre o pronunciamento da Secretária de Saúde, o vereador ressaltou que teriam que ter encaminhado a criança diretamente para a Santa Casa, não esperado. “Ela disse que em 80% dos casos não há necessidade de tomar soro, mas será que a UPA não teria que ter agido diferente por ser uma criança? A Secretária mesmo disse que a criança tinha problemas de saúde, então essa menina de 4 anos não teria que ter tido uma atenção especial? Estamos numa situação muito difícil de julgar, mas não tenho dúvida que houve falha. Essa situação merece atenção da Comissão de Saúde, da CPI e de toda a Câmara Municipal. Aliás, a CPI precisa pedir a documentação para saber o motivo da demora do encaminhamento para a Santa Casa. A população não pode ficar à mercê dessa situação. Segundo site G1, a Upa disse que a Santa Casa num primeiro momento negou a vaga e a Santa Casa encaminhou ofício que foi lido aqui na Câmara dizendo que não negou, então precisamos saber o que aconteceu”.